Um sisteminha simples http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br Quem é de TI sempre recebe pedidos para criar "só um sisteminha simples". A gente sabe que nunca é simples. Por isso, aqui no blog vamos falar sobre o grande universo de TI --que às vezes é engraçado, às vezes é sofrido e muitas vezes é tudo isso. Mon, 25 May 2020 07:00:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Programação: veja por que esta é uma área profissional com nome ingrato http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/25/programacao-veja-por-que-esta-e-uma-area-profissional-com-nome-ingrato/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/25/programacao-veja-por-que-esta-e-uma-area-profissional-com-nome-ingrato/#respond Mon, 25 May 2020 07:00:04 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=329

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Que programador nunca ouviu a supercriativa pergunta: “Você faz programas?” Tanto que até a gente mesmo faz piada disso antes que outro o faça.

Mas também, programadores são chamados para “programar” um ar condicionado, “programar” uma TV, até alguns aqui já passaram pela experiência de “programar video-cassetes”.

E esse problema da tirinha abaixo?

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Especialistas em tudo acabam sendo especialistas em nada http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/16/especialistas-em-tudo-acabam-sendo-especialistas-em-nada/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/16/especialistas-em-tudo-acabam-sendo-especialistas-em-nada/#respond Sat, 16 May 2020 07:04:46 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=322

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Nunca se teve tanta facilidade para adquirir conhecimento como nos dias de hoje. Existem muitas plataformas gratuitas ou pagas com imensidão de conhecimento nas mais diversas áreas. Você não precisa sair de casa para aprender, por exemplo, em cursos das melhores universidades do mundo.

Em contraponto, nunca houve tanta pressa. Pressa para tudo. Quem nunca comprou ou se inscreveu em cursos, mas não chegou a terminar (ou até mesmo começar) porque ia demorar muito ou então porque já estava correndo com outras coisas da vida.

Tem um filme interessante de comédia chamado “Os Estagiários” que retrata dois adultos entre seus 40 e tantos anos passando por um processo de seleção da Google, competindo contra pessoas de 15 a 25 anos. Sim, o filme tem os seus exageros, mas é ótimo para passar o tempo.

Algo muito interessante retratado ali é a angústia de pessoas que chegaram aos seus 20 ou 25 anos de idade e que ainda não foram bem sucedidas na vida. A nossa área vende uma ilusão de que você tem que aprender tudo e saber tudo até seus 25 anos, senão você está de fora. Basta ver uma revista conhecida brasileira que há pouco tempo estampou em sua capa que programadores são pessoas “de 25 anos” bem sucedidas no trabalho.

Como já comentei aqui em outros textos, eu sou professor. Tenho dado aula para as novas gerações que estão entrando na área de T.I. e que sofrem também com a ansiedade. Várias vezes vejo a ansiedade em perguntas sobre o que deveriam aprender antes de entrar na faculdade, que cursos deveriam fazer em paralelo à universidade, quantas linguagens deveriam aprender, quantas das tecnologias “top” devem saber… O apelo e a pressão é cada vez maior.

Algo que tento sempre ensinar é: Vá com calma! Um passo de cada vez! Respeite o seu tempo, se você aprende rápido, multitarefa, tudo bem. Se você aprende devagar, uma coisa de cada vez, tudo bem também. Ninguém nunca vai saber tudo na T.I., é impossível. Nossa área cresce num ritmo exponencial, você não tem como dominar diferentes áreas. Você pode saber a respeito de diferentes áreas, mas não vai dominar todas elas.

A tirinha acima veio de um diálogo onde eu estava envolvido. A empresa havia contratado uma pessoa que se dizia especialista em todas as linguagens de programação (sério) e os chefes acreditaram (sério)… Tem um velho ditado de onde eu venho que diz que “só existe uma forma de você saber programar em 20 linguagens de programação, é só você não ser realmente bom em nenhuma delas”.

Você vai se especializando em algo em sua carreira. Às vezes você escolhe, mas em muitas das vezes você é conduzido até uma determinada área onde vai se especializar. Isso é bom, isso envolve experiência além do estudo. Você estuda a respeito de algo e aprende até um determinado ponto, mas se torna bom apenas com a prática e a repetição. Aqui se encaixaria bem uma metáfora de esportes para falar de treinamento, mas vamos confessar que nem eu nem você somos tão bons em esportes… 😉

Portanto, não existem especialistas que são especialistas em tudo. A própria palavra “especialista” já demonstra uma especificação de conhecimento em algo, você foca e aprende bem uma certa coisa, mesmo que seja um assunto pequeno.

Eu vi uma tirinha da Mafalda, uma vez, mas eu não a encontrei para postar aqui, onde ela está falando com o amigo. Acho que é o amigo quem está contando algo mais ou menos assim: “Meu tio fez a graduação em história, depois fez mestrado em história do Brasil, depois fez o doutorado em história da Guerra de Canudos.” Então ela disse algo como: “Então, quanto mais ele estudava, menos ele sabia?”

É essa a ideia. Saiba um pouco sobre muitas coisas e saiba muito sobre algumas. Se especialize na sua área, se destaque e seja feliz. (E não acredite em quem se diz especialista em tudo)

E não esqueçam o álcool gel.

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Você já se acostumou com a quarentena? Tem gente que até demais http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/09/voce-ja-se-acostumou-com-a-quarentena-tem-gente-que-ate-demais/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/05/09/voce-ja-se-acostumou-com-a-quarentena-tem-gente-que-ate-demais/#respond Sat, 09 May 2020 07:00:32 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=310

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Nem todo mundo está em isolamento, mas quem puder, o melhor é ficar em casa para diminuir o fluxo e a contaminação. Mas ficar tanto tempo em casa pode dar uns efeitos na cabeça. Principalmente pra quem já gosta de trabalhar de casa, como é o meu caso.

Mas será que você já está no nível da tirinha abaixo?

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Isolamento torna nossa dependência da tecnologia pior? Veja bem… http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/25/dependencia-tecnologica-o-ano-em-que-as-nossas-vidas-ficaram-virtuais/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/25/dependencia-tecnologica-o-ano-em-que-as-nossas-vidas-ficaram-virtuais/#respond Sat, 25 Apr 2020 07:00:14 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=299

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Recentemente fui ao mercado fazer as compras, que costumo fazer a cada 15 dias. Estava tranquilo, pude escolher os produtos sem muitos problemas. Até o momento em que fui passar no caixa para pagar as minhas compras e o meu carrinho desapareceu. O que teria acontecido com ele e todos os produto que eu separei? Não, ninguém pegou meu carrinho por engano, até porque eu estava fazendo minhas compras online.

Foi uma instabilidade no sistema, mas logo voltou ao normal. Terminei minhas compras no mercado, enquanto estava em casa, descalço e com crianças pulando nas minhas costas.

De pronto eu também já estava preparado para participar de uma reunião de trabalho. Todos prontos, sentados à mesa, mas cada um em sua casa. Várias imagens de pessoas em lugares diferentes, mas todas no mesmo lugar.

Eu gosto de prestar atenção a alguns detalhes de como estamos vivendo nossas vidas reais misturadas com as virtuais, porque eu me lembro bem de quando isso era um sonho distante, uma ficção científica, mas que hoje estamos preparados. Há algumas semanas escrevi aqui sobre como a tecnologia já evoluiu a ponto de nos permitir ajustar muitos pontos da nossa vida em tempos de isolamento social.

Não sei qual é a sua idade ou quando você começou com tecnologia. Eu não tive computador em casa até os 14 anos. Decidi partir para a área de computação logo antes dos anos 2000. Lembro das previsões de comunicação e interatividade virtual como uma realidade interessante e distante. Hoje meus filhos utilizam smartphone pra brincar com os amigos da escola e acompanhar as aulas online como se fosse a coisa mais natural.

Estou há pouco mais de um mês em isolamento, tenho me mantido em família praticamente o tempo todo. Tive que sair para ir resolver coisas apenas três vezes durante esse período. Minha vida já era um pouco virtual, mas ela está ainda mais do que nunca. Tenho participado de reuniões online, comprado café pelo WhatsApp, produtos de padaria também, mercado só fazemos online, tenho falado com minha mãe por vídeo, ministrado aulas online e até participei do TDC, que seria presencial, mas fiz uma palestra de casa, no conforto do “online”.

O que isso implica para nós? Boa parte já fazíamos assim. Quem nunca chamou alguém da família pelo celular quando essa pessoa estava na mesma casa, mas em outro cômodo? Estamos muito “virtuais”, nossos avatares já nos representam em diversas ocasiões. Mas essa situação de isolamento tem potencializado isso, nos mostrando quanta coisa a gente pode fazer sem sair de casa e como podemos aproveitar da tecnologia em nosso dia a dia.

Ontem mesmo eu publiquei um vídeo atentando para isso, sobre como a gente pode migrar reuniões e processos para a internet para preservar as pessoas e como podemos nos esforçar para manter, principalmente enquanto não tiver uma proteção real contra essa doença.

Apesar da utilidade e da facilidade, nós também temos a tendência a perder o foco em muitas das atividades. Você participa da reunião enquanto faz outras atividades no computador, você trabalha enquanto se distrai com entretenimento, você passa a ser muito mais multitarefa e a resolver muitas coisas ao mesmo tempo e é preciso se policiar.

Lembram-se do filme “De Volta Para o Futuro 2” (o único em que ele realmente vai para o futuro)? Eles chegaram bem próximos à nossa realidade no ponto onde um dos filhos chegava em casa e ligava oito canais de TV ao mesmo tempo e onde o filho e a filha iam para a mesa de jantar com os telefones, que no caso eram óculos, como os que temos de realidade virtual.

Isso acontece. Meu filho de dez anos gosta de jogar no computador enquanto assiste vídeos de youtubers jogando outros ou o mesmo jogo. Ele coloca um fone no computador e outro no celular para ouvir ambos ao mesmo tempo (Não, eu não apoio isso e é assunto nosso muitas vezes…). Eles também gostam de levar o celular para a mesa, mesmo que a gente não os deixe comer assistindo. Chegamos num ponto bem parecido ao filme.

No fim das contas, a tecnologia já mudou a nossa forma de interagir. Acredito que nosso isolamento deu um impulso onde adiantamos alguns anos na nossa dependência da tecnologia e também no desenvolvimento, vendo várias opções de tecnologia surgirem ou melhorarem para se adequar ao momento. Seja bem vindo à sua vida virtual. Ela é mais legal do que o Second Life, mas ainda não tão isolada e preguiçosa como a do Wall-e.

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Está com excesso de atividades na quarentena? Calma, você não está só http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/18/esta-com-excesso-de-atividades-na-quarentena-calma-voce-nao-esta-so/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/18/esta-com-excesso-de-atividades-na-quarentena-calma-voce-nao-esta-so/#respond Sat, 18 Apr 2020 07:04:26 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=288

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Não sei como está aí para vocês… Aqui tem o trabalho normal que precisa ser feito, além de ser o tutor das aulas online das minhas crianças, além de ter que cuidar da casa muito mais porque suja muito mais com seis em casa o tempo todo, além de várias coisas que surgiram para fazer online (sabe como é, você entende de computador, daí…).

Bom, daí surgiu essa tirinha, pra retratar o nosso momento… 😀

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Ovo e emoji: Páscoa da quarentena mantém tradição com o uso da tecnologia http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/11/ovo-e-emoji-pascoa-da-quarentena-mantem-tradicao-com-o-uso-da-tecnologia/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/11/ovo-e-emoji-pascoa-da-quarentena-mantem-tradicao-com-o-uso-da-tecnologia/#respond Sat, 11 Apr 2020 07:04:19 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=277

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Chegamos a um momento especial, mas muito diferente do comum: a Páscoa! Quem diria que passaríamos por uma Páscoa em meio a uma quarentena? É até curioso que, para a tradição católica, há a quaresma antes da Páscoa, que são 40 dias para guardar alguns símbolos e ritos especiais para se preparar para a Páscoa. Mas agora, mesmo quem não segue a quaresma tem que se guardar em casa em uma quarentena (que não é exatamente de 40 dias)…

Pelas conversas que passam pelas redes sociais, percebemos que para alguns o feriado está meio que passando como os dias comuns, pelas limitações nas comemorações. E ainda tem sido um tempo de apreensão e sofrimento, principalmente para aqueles atingidos pela doença. Não é algo que alguém de nossa geração tenha passado, é tudo muito novo. Mas ainda há muitas famílias que estão juntas em isolamento, ou que estão juntas por meios digitais, relembrando e celebrando a Páscoa.

Reprodução/ Twitter

Hoje eu queria celebrar aqui as possibilidades que a tenologia têm nos proporcionado de aproveitar a comemoração e a família, mesmo em meio à distância e às limitações. Esse ano eu comprei ovos de chocolate para as minhas filhas pequenas (o maior não liga para chocolate, daí prefere presentes mais interessantes). Foi a primeira vez que comprei ovos de Páscoa pela internet. A comida que vai ser preparada para o domingo também foi comprada online. E a minha mãe, que mora na cidade vizinha e está em isolamento, tem curtido as crianças por meio de videochamadas e trocas de mensagens (e muitos emojis).

Participamos da ceia com a nossa igreja em casa, conectados por vídeo. Eu congrego na Igreja Presbiteriana Independente e toda a rotina da igreja foi transformada para meios online. Pudemos contar a história de Jesus, da crucificação e ressurreição para várias crianças da igreja por meio de vídeos e foi uma experiência muito interessante.

Além disso, a tecnologia tem ajudado com outro ponto importante da Páscoa nesses dias: o partir do pão. Aqueles que precisam têm sido também ajudados pela tecnologia. Vemos vários grupos se reunindo nas redes para arrecadar e distribuir alimentos para quem precisa, combinando e articulando online. Também tem vários projetos online para reunir pessoas que possam imprimir em 3D equipamentos de saúde, como máscaras de proteção e peças para respiradores, para doação para equipes de saúde.

Também podemos ver a tecnologia ajudando aos pequenos comerciantes e autônomos que seriam mais impactados com o isolamento. As pessoas têm se ajudado pela internet a divulgar os serviços, e isso tem sido muito bom. Já compramos, nesses dias, frutas e verduras de feirante que está divulgando nesses grupos e também de padarias que tiveram que ficar um tempo apenas com delivery. Compramos até mesmo salgadinhos e brigadeiros de uma profissional autônoma que também está se divulgando online. Sim, estou comendo mais ficando em casa e também acabo comprando mais online. Até mesmo o café, encontrei bons deliverys em Maringá (se precisar, passo a dica :D).

Não tem como ignorar que é um momento difícil para todo mundo, mas sem a tecnologia de hoje seria tudo muito mais sofrido. É muito bom ver que pessoas nas mais diferentes áreas têm conseguido se reinventar pela internet e que ainda há a boa vontade nas pessoas que estão repartindo o pão em suas casas e ajudando aos que precisam.

Uma boa Páscoa a todos!

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Já tem truque para se sair bem na videoconferência durante o home office http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/04/ja-tem-truque-para-se-sair-bem-na-videoconferencia-durante-o-home-office/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/04/04/ja-tem-truque-para-se-sair-bem-na-videoconferencia-durante-o-home-office/#respond Sat, 04 Apr 2020 07:00:13 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=270

Não tá fácil pra ninguém… Trabalhar em casa envolve equilibrar muitas situações e interferências. Mas também tem seu lado bom, que eu resolvi retratar em uma tirinha.

Mas não se esqueçam de lavar bem as mãos! 😀

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Não é uma situação normal de home office, então como trabalhar em casa? http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/28/nao-e-uma-situacao-normal-de-home-office-entao-como-trabalhar-em-casa/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/28/nao-e-uma-situacao-normal-de-home-office-entao-como-trabalhar-em-casa/#respond Sat, 28 Mar 2020 07:00:46 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=259

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Não é preciso falar do contexto em que vivemos, porque não se fala de outra coisa ultimamente. E é justificado, é um momento muito complicado para o mundo todo e, para falar a verdade, ninguém sabe direito o que fazer, estamos tentando fazer o nosso melhor nas nossas áreas.

Eu sei que estamos vivendo situações ligeiramente diferentes, dependendo da cidade e do estado. Alguns com mais restrições, alguns com menos. Onde eu moro fechou tudo o que não é essencial, inclusive com toque de recolher às 21h. Não é o foco aqui discutir as restrições, mas sobre como a gente está se adaptando e como trabalhar de casa.

Primeiro, precisa ficar bem claro para todo mundo que não estamos vivendo em situação normal de home office. Para começar um home office, você verifica se tem as condições necessárias para isso, se tem os equipamentos necessários, se há um ambiente propício para o trabalho, se a internet de casa está boa o suficiente e, o que acontece em muitas casas, se as crianças vão para a escola.

No momento atual, muitos foram apenas deslocados para um home office no bom e velho estilo “se vira”. Estamos vivendo um momento de exceção, de adaptação. Não é apenas uma pessoa da casa que precisa de sossego e do computador para trabalhar, muitas vezes é necessário um revezamento. E além do mais, é a sua casa, precisa manter o trabalho todo funcionando, tem que manter a casa, a limpeza, o almoço, os consertos de emergência… Coisas que seriam muito diferentes em um tempo, digamos, “normal”.

No que tudo isso implica? Implica que a produtividade não tem como ser a mesma de quando você estava trabalhando no escritório. Eu vejo várias pessoas (antes do confinamento) dizendo que rendem mais em home office, se organizam da forma em que acham melhor, ajustam horários e trabalham baseado nas demandas. Essa, definitivamente, não é uma realidade possível para muitos no momento.

Certo, mas o trabalho precisa ser feito. Como a gente faz?

O trabalho precisa e será feito, espero. O que a gente precisa agora é de um pouco de compreensão. O cuidado com as pessoas está sendo feito, de uma forma ou de outra, se podem ficar em casa. Mas se estamos cuidando das pessoas, porque é necessário e é um momento de crise, precisamos pensar nas pessoas antes de todo o resto.

Se todos estamos vivendo em exceção, não dá para exigir a mesma ou ainda mais produtividade. Não dá para ficar exigindo algo tão rígido, se antes seu funcionário comia um prato feito na esquina e agora tem que cozinhar o almoço para a família.

Algumas empresas, com o medo de que o funcionário não trabalhe, estão aumentando muito as exigências e reuniões apenas para ver se os funcionários estão disponíveis o tempo todo. Sim, o tempo todo. Cobrando entregas até mesmo fora do trabalho, diversas reuniões para falarem nada por uma hora e muitas empresas resolveram produzir lives diárias para se mostrarem presentes para um público que não tinha contato com elas mais do que uma vez por semana…

É um momento de nos unirmos pela humanidade, pela fragilidade da vida humana que nos deixa indefesos frente a uma ameaça invisível. Daqui uns dias teremos consequências permanentes dessa ameaça que vão nos forçar a mudar muito mais na nossa rotina. É um assunto sério, é um momento muito sério. Precisamos pensar no lado humano, apoiar iniciativas como a renda básica de emergência (que já foi aprovada), precisamos apoiar os comerciantes locais que estão suando para se manter, precisamos olhar com cuidado para a nossa faxineira, que não poderá vir, mas que a gente pode continuar pagando para que ela se cuide.

Invista em você, invista nas pessoas. O resto a gente consegue adaptar.

Vou deixar aqui um vídeo onde falei de algumas dessas coisas e do modelo de trabalho de confinamento office, ele é um pouco diferente do home office.

Eu gosto de vocês. Fiquem em casa.

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Estão mudando até o sistema operacional por causa do coronavírus http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/21/estao-mudando-ate-o-sistema-operacional-por-causa-do-coronavirus/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/21/estao-mudando-ate-o-sistema-operacional-por-causa-do-coronavirus/#respond Sat, 21 Mar 2020 07:04:09 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=251

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Coronavírus, quarentena, isolamento, distanciamento social, home office… São muitas as mudanças na nossa rotina nesses tempos. Com isso, tem até gente mudando de sistema operacional e instalando Linux… Veja na tirinha abaixo.

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O que você deve levar em conta sobre home office em tempos de coronavírus http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/14/o-que-voce-deve-levar-em-conta-sobre-home-office-em-tempos-de-coronavirus/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/03/14/o-que-voce-deve-levar-em-conta-sobre-home-office-em-tempos-de-coronavirus/#respond Sat, 14 Mar 2020 07:00:45 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=240

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Nem todo mundo foi feito pra trabalhar em casa e nem toda empresa está pronta pra isso, mas não há como negar que a ideia de trabalhar de casa é uma maravilha!

Eu nasci em São Paulo (capital) e me mudei de lá quando era criança (com a minha família, eu não era tão rebelde assim).  É uma cidade que eu gosto, mas não voltaria a morar lá, principalmente por causa do trânsito. Eu moro em uma cidade onde eu fico nervoso se passo mais de 15 minutos no trânsito. Por isso, só o fato de evitar desperdiçar o dia no trânsito já é um bom motivo para home office. Agora, em tempo de coronavirus, o home office passa a ser uma ótima opção para prevenção e cuidado.

Se a sua função permite o trabalho remoto, a opção se mostra bem interessante. Na nossa área de T.I., principalmente programação, o trabalho remoto é uma alternativa bem viável.

Mas nem tudo são flores da vida de home office. Existem alguns problemas que podem pesar na hora de trabalhar em casa.

Falta de organização

Trabalhar em casa exige uma boa organização pessoal. Você precisa se organizar para realmente trabalhar em casa e treinar o cérebro para que ele entenda que você está trabalhando, não está apenas de folga em casa.

Escolha um lugar específico para trabalhar. Se você tiver um escritório, ótimo. Senão, procure um local, uma mesa, onde você pode ajeitar seus equipamentos e se concentrar. Evite ficar onde as pessoas ficam passando ou fazendo outras coisas e não trabalhe da cama, seu cérebro precisa separar as coisas.

Excesso de distrações

Um grande problema do home office está no excesso de distrações. A TV te chama, as pessoas te chamam, as redes sociais te chamam. O que é mais um motivo para buscar um lugar separado, longe da TV e de aglomerações.

Por mais que a sua família entenda e te apoie no home office, você está ali e sempre vai poder “dar uma ajudinha” com uma coisa ou outra. E neste momento onde as empresas estão colocando os funcionários para trabalhar em casa e as escolas estão suspendendo as aulas, quem tem filhos ainda tem que se adaptar para trabalhar em casa e cuidar das crianças ao mesmo tempo (eu sei bem o que é isso).

O blog Adoro Home Office tem um adesivo para notebook que eu acho o máximo: “Sim, eu estou trabalhando”, para deixar bem claro aos desavisados.

Autogerenciamento

Se você estiver trabalhando de casa, você é quem tem que gerenciar o tempo, a produtividade e as entregas. Para alguns, é uma das tarefas mais difíceis. Para algumas empresas, é difícil liberar os funcionários, porque elas gostam de vigiá-los gerenciá-los de perto, acompanhando se o funcionário está dedicado ou se está se distraindo. Também existem várias ferramentas para ajudar no gerenciamento remoto e no acompanhamento.

Não é uma tarefa fácil, mas também trabalhar baseado em produtividade é algo que pode ser recompensador. Você se ajusta para dar conta das tarefas e com isso pode até fazer sobrar mais tempo, dependendo das atividades.

Vida de Programador

Isolamento

Há uma diferença grande quando se muda de um ambiente de trabalho com uma equipe presencial para um trabalho remoto. O isolamento pode ser algo que atrapalha, porque você não tem o colega do lado para tirar dúvidas ou trocar ideias, você precisa se adaptar a um novo formato.

Existem até sites onde você pode tocar sons ambientes de escritórios ou cafeterias para ter um barulho e ajudar a se concentrar no trabalho. Para alguns isso ajuda a focar. Também é preciso criar o hábito de continuar conectado e trocando ideias através de ferramentas de chats ou similares, para manter uma sinergia na equipe, ainda com o cuidado para que isso não vire uma distração.

Vida de Programador

Não sou o tipo de pessoa que gosta de falar apenas do lado ruim das coisas… Eu comecei falando que trabalhar em casa é uma maravilha, quais são as coisas boas?

Sua casa, suas regras

Sabe aquelas regras de vestimentas (“dress code”) que você odeia no trabalho? Em casa você pode trabalhar mais à vontade. Mas lembre-se do que falamos de educar o cérebro: não trabalhe de pijama ou sem roupas, porque é bom que o cérebro entenda que você se vestiu para trabalhar. Levante, se ajeite, fique pronto para o trabalho, isso faz render muito mais. E não se esqueça das reuniões por videoconferência, você não vai querer falar com o seu chefe de pijama.

O conforto do lar

Eu tenho um tio que é corintiano fanático. Por um bom tempo ele acompanhava os jogos do estádio, mas há alguns anos ele não vai mais. Conversando com ele, concordei que ele tem muita razão. Ele disse: “a gente passa a vida trabalhando e ganhando dinheiro para investir numa casa confortável, num sofá gostoso, numa TV de qualidade, para depois ficar querendo sair de casa o tempo todo? Eu quero mais é ficar em casa, sem ninguém entrar na minha frente, gritar na minha orelha ou derramar cerveja em mim”. (Foi mais ou menos isso que ele falou.)

Realmente na nossa casa a gente tem o nosso conforto. Eu trabalho em casa e tomo o café do jeito que eu gosto de fazer, com a qualidade que eu gosto e posso tomar café quentinho o tempo todo. Sem contar que quando vai ao banheiro é o seu banheiro, não tem aquele coleguinha que usa o banheiro como se fosse o fim do mundo…

Em 15 minutos, já está no trabalho…

Na verdade, até antes disso. Mas você pode se dar 15 minutos do trajeto da sua cama até o seu escritório, com um banho, um café, uma passeada pelo Twitter… e pronto! Já está lá. Não disputa lugar em ônibus, trens, não leva buzinadas, nem passa por vendedores pela rua, acidentes, etc. Depois de tudo isso, terminando a jornada, você já está em casa de volta…

São vários os pontos positivos e os negativos, além desses. Eu gostaria de saber também de vocês: vocês gostam de home office? Estão trabalhando assim? O que é bom e o que é ruim para vocês?

Para finalizar, não posso deixar de dizer que, independente de como você for trabalhar nesses dias, se cuide! Higienize bem as mãos, evite tocar o rosto e seja sensível com as outras pessoas. Mantenha-se informado e sereno. E como ensina o Guia do Mochileiro das Galáxias: Não entre em pânico!

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