Um sisteminha simples http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br Quem é de TI sempre recebe pedidos para criar "só um sisteminha simples". A gente sabe que nunca é simples. Por isso, aqui no blog vamos falar sobre o grande universo de TI --que às vezes é engraçado, às vezes é sofrido e muitas vezes é tudo isso. Sat, 15 Feb 2020 07:04:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Travou, sumiu, demorou, deu erro? A culpa é do sistema! (Ou do programador) http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/15/travou-sumiu-demorou-deu-erro-a-culpa-e-do-sistema-ou-do-programador/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/15/travou-sumiu-demorou-deu-erro-a-culpa-e-do-sistema-ou-do-programador/#respond Sat, 15 Feb 2020 07:04:05 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=202

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Estamos rodeados, cercados e dependentes de sistemas computacionais em tudo o que a gente faz. A qualquer momento e por qualquer motivo um desses sistemas pode falhar, trazendo consequências graves ou apenas inconvenientes. Por um tempo eu tive uma coleção de fotos que me mandavam de sistemas fora do ar com as mensagens de erros mais estranhas, mas perdi minha coleção nas idas e vindas de HDs e backups…

E cada vez mais o erro do sistema vira notícia. Para nós, aqui do lado da programação, a notícia só é boa quando o sistema não é o nosso… Dá até um pequeno alívio. Para descontrair, acompanhe a tirinha a seguir sobre essa nossa sina.

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O que ensinam de programação para você é o suficiente para o mercado? http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/09/o-que-ensinam-de-programacao-para-voce-e-o-suficiente-para-o-mercado/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/09/o-que-ensinam-de-programacao-para-voce-e-o-suficiente-para-o-mercado/#respond Sun, 09 Feb 2020 07:00:32 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=191

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Graças a uma greve que ocorreu ano passado em uma das universidades onde eu leciono, hoje é o último dia de 2019. As últimas semanas foram de provas, correções de provas, correções de trabalhos, avaliações finais e afins, isso tudo enquanto tenho que preparar as aulas que já estão para iniciar na outra universidade. Tenho ministrado aulas para educação superior na área de T.I., nem todas as disciplinas que eu ministro são diretamente ligadas à programação, mas a gente sempre se preocupa se o ensino de programação está caminhando bem e se os novos profissionais estão sendo bem preparados.

Para começar bem a discussão, gostaria de deixar bem claro, o mais claro possível, que não é necessário um curso superior para se tornar um programador. Não é necessário nem mesmo um curso. É lógico que os cursos são a forma mais direta para se aprender, mas é uma área onde existe material sobre tudo na internet e temos vários bons exemplos de autodidatas. Essa semana mesmo vi a notícia de uma grande empresa de tecnologia anunciando que não ia mais exigir curso superior para programadores (não lembro qual foi a empresa, mas vocês podem me ajudar nos comentários).

Ainda assim, outra coisa que eu gostaria de deixar bem clara é que sou muito favorável ao ensino superior. Eu não estou incentivando abandonar os estudos, mas gostaria que todos os alunos, ex-alunos e futuros alunos entendessem que não estão cursando uma faculdade para se tornarem programadores, mas algo bem mais amplo que isso. São vários os cursos disponíveis em T.I., portanto, a formação vai ser diferente, mas não se vê um curso superior em programação, apenas.

Bom, agora que já ficou (um pouco) claro, vamos pensar sobre o ensino de programação. Dito isso, é preciso ter em mente que o ensino de programação não se restringe ao ensino superior, mas a cursos presenciais, on-line ou ainda a vários cursos que estão sendo ministrados em escolas de ensino médio e fundamental. Eu mesmo fiquei todo feliz com o meu filho voltando para casa empolgado após a primeira aula de programação, onde ele vai aprender as mesmas coisas que ele não tem paciência de aprender em casa 🙂

Chegando ao ponto: o ensino está preparando os profissionais para o mercado? O que está sendo ensinado está de acordo com o que o mercado precisa? E o mercado está querendo que se formem programadores completos ou que apenas desempenhem bem algumas ferramentas?

Há um tempo atrás escrevi aqui sobre como iniciar na área de programação e incluí no post um vídeo sobre qual é a melhor linguagem para aprender a programar (vou incluí-lo novamente aqui), onde comentei sobre as linguagens utilizadas em cursos. Será que um novo programador que começa um curso aprendendo Pascal vai estar preparado para o mercado?

Não vou dizer que existe um abismo, mas existe um grande “gap” entre o mercado e a academia. Enquanto o mercado está sempre atualizando as linguagens e tecnologias, parece que a academia vai ficando para trás, ensinando sempre as mesmas coisas. Parece. Será que é assim?

Já adianto que não vou responder questões as quais eu não possuo a resposta. Eu quero, mesmo, contribuir para a discussão, e conhecer opiniões diferentes, de quem está em posições diferentes, o que sempre é bom. Mas eu queria atentar para um grande problema que vejo quando essas discussões são levantadas pela internet: assim como você não precisa de uma faculdade para aprender programação, a faculdade não precisa (e nunca vai) te ensinar tudo o que você vai precisar em programação.

Temos que entender bem o papel de cada um. Assim como a escola fundamental não vai preparar a criança para conseguir um emprego, a faculdade também não vai entregar para a empresa o profissional pronto. Um curso superior vai ter ensinar a base, o fundamento de programação e computação em geral que não muda. Lógico que você vai aprender isso com alguma ferramenta, alguma linguagem, mas se a linguagem mudar você não vai precisar refazer a faculdade.

Nesse ponto é onde entram os cursos rápidos, que são cursos mais direto ao que você quer. Você pode fazer um curso de Python, por exemplo, mas não vai fazer uma faculdade de Python. Os cursos estão aí para nos ensinar as ferramentas e nos deixar “no ponto” para aquela função específica. E é nesse momento em que eu fico em pé e aplaudo as empresas que entendem isso e não contratam um programador só se ele souber determinada ferramenta, mas que estão prontas a capacitar os programadores naquela ferramenta dentro da própria empresa.

Será que as nossas entrevistas de empregos não deveriam focar mais em saber se a pessoa é capaz de manter um raciocínio lógico, em seguir uma lógica de programação para resolver um determinado problema, do que em saber que a pessoa sabe a versão 25.9.24.2 do framework Escrambolius? Será que a empresa não conseguiria deixar o profissional no ponto no período de testes?

Claro que a empresa não quer alguém cru e não quer perder tempo ensinando tudo e é aqui que podemos diminuir o “gap”. Você que é o programador, tem que saber o mínimo para a vaga. Busque aprender bem os fundamentos e estar também pronto para o que o mercado usa. Arregace as mangas, estude um pouco por conta, saiba que você nunca vai saber todos aqueles pré-requisitos malucos de vagas de empregos e esteja pronto para se aprimorar sempre.

Enquanto isso, na área acadêmica a gente sempre precisa se reavaliar se os fundamentos estão sendo bem ensinados e como podemos diminuir o “gap” no lado do ensino. A faculdade também precisa atualizar seus materiais, suas ferramentas e trazer sempre aquele “gostinho de quero mais” para os seus alunos.

Como prometido, estou colocando de novo aqui o vídeo sobre as linguagens, lembrando que a Universidade de Stanford decidiu adotar JavaScript como linguagem inicial, pensando em diminuir esse “gap”. O que você acha disso?

 

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Ajuda para combater a procrastinação: quer agora ou vai deixar para depois? http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/01/ajuda-para-combater-a-procrastinacao-quer-agora-ou-vai-deixar-para-depois/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/02/01/ajuda-para-combater-a-procrastinacao-quer-agora-ou-vai-deixar-para-depois/#respond Sat, 01 Feb 2020 07:04:36 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=182

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Não sei como você é, mas programadores possuem um estereótipo de serem procrastinadores. Em parte culpa pessoal, mas em boa parte somos moldados por prazos absurdos (que aceitamos por bem ou por mal) e que nos forçam a fazer tudo na última hora ou depois da última hora, o que é mais comum.

Eu aprendi a conviver melhor com a minha procrastinação depois que vi a palestra Inside the mind of a master procrastinator (“Por dentro da mente de um procrastinador”, tradução livre). Assistam depois, tem legendas em português. Aprendi que mesmo que não haja deadlines ou que eles estejam distantes, é importante se autoimpor deadlines mais próximos.

Não que eu tenha chegado num ponto onde eu possa ensinar as pessoas a respeito (baby steps…), mas posso inspirá-los com uma nova tirinha:

Eu ia até falar mais a respeito, mas deixa pra uma outra hora… 😉

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O que Steve Jobs e a tipografia têm a ver com você ser bom programador? http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/25/o-que-steve-jobs-e-a-tipografia-tem-a-ver-com-voce-ser-bom-programador/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/25/o-que-steve-jobs-e-a-tipografia-tem-a-ver-com-voce-ser-bom-programador/#respond Sat, 25 Jan 2020 07:00:01 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=171

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Uma pergunta recorrente que me fazem é: “o que eu preciso aprender para ser um bom programador?” Com o tempo, a melhor resposta a que cheguei é: “Você precisa aprender a estudar e saber que vai estudar para o resto da vida”.

Bom, não quero assustar ninguém com isso. Estudar não é uma coisa ruim, estudar faz parte da nossa área de uma forma muito especial. Nos primórdios da programação, os programadores eram bem conhecidos como nerds, geeks, etc., ou seja, sempre ligado à ideia de quem gosta de estudar, até porque havia muito menos referências e tutoriais, então só quem se afundava estudando as especificações se dava bem na área.

Hoje em dia há muito mais material disponível, há uma variedade imensa de conteúdo disponível de forma gratuita ou paga, mas há uma facilidade muito maior de se lançar na programação. Infelizmente há uma quantidade de programadores que se contenta com o básico e com fazer o mesmo para o resto da vida (ou da carreira).

Existem muitas áreas onde é necessário estudar muito e se manter atualizado, mas poucas que se remodelam em tão pouco tempo como a nossa. A T.I. tem muitas novidades em hardwares, softwares, técnicas, linguagens, frameworks, etc. Em pouco tempo a área pode ter novidades e é muito bom para a carreira se manter atualizado.

Vou precisar aprender tudo que aparecer?

Não. Para começar, isso é impossível. Que o digam os programadores front-end que trabalham com frameworks JavaScript. É impossível conhecer a todos e saber como funcionam. Mas o ideal é você saber que um framework existe, qual é o foco dele e qual é a opinião geral do mercado sobre ele.

Nenhum programador sabe todas as linguagens, mas sabendo como funcionam as linguagens e sabendo bem uma ou duas, a gente se aperta e aprende novas à medida em que a necessidade pega.

O ideal é se manter atento ao mercado, conhecer novidades e, principalmente, buscar se aprofundar cada vez mais em sua área de atuação. Você precisa conhecer bem as regras de negócio de seus programas. Na programação nós lidamos com diversas áreas de atuação, criando aplicações para os mais diferentes fins, então a gente acaba tendo que aprender também sobre outras áreas. Aqueles que trabalham implementando notas fiscais eletrônicas acabam aprendendo muito sobre o fantástico mundo dos impostos, por exemplo.

E, além disso, se você está com oportunidade de estudar coisas novas, principalmente para aqueles de vocês que estão em época de escola/faculdade, não menosprezem o conhecimento. Se apeguem a ele com todo o carinho e saibam que tudo o que você aprende pode ser útil. O próprio Steve Jobs revolucionou a tipografia dos computadores (as fontes que usamos) por conta de um curso extra que ele fez sobre tipografia, que ensinava a respeito de letras com serifa, sem serifa e etc.

Para fechar, gostaria de deixar aqui a palestra fenomenal do meu amigo Prof. Isidro, ministrada na QCon de 2019. Só para dar um gostinho, o nome da palestra é: Levei a faculdade de computação “daquele jeito”. E agora?

 

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Tem que explicar a explicação? Aí fica difícil usar qualquer aplicativo http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/18/tem-que-explicar-a-explicacao-ai-fica-dificil-usar-qualquer-aplicativo/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/18/tem-que-explicar-a-explicacao-ai-fica-dificil-usar-qualquer-aplicativo/#respond Sat, 18 Jan 2020 07:00:30 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=163  

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Você também é da época que tinha que aprender a jogar os jogos morrendo e testando? E para piorar, tinha poucos “continues”?

Sem entrar muito no mérito de UX, dizem que se a interface precisa de muita explicação, ela não está boa. O que você acha?

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Como uma viagem mostrou que a tecnologia aproxima as pessoas http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/11/a-tecnologia-aproximando-as-pessoas/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2020/01/11/a-tecnologia-aproximando-as-pessoas/#respond Sat, 11 Jan 2020 07:04:29 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=145

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“- Daí você segue reto pela avenida principal até a bifurcação, daí você pega a via da direita, segue reto até passar o depósito, daí vira à direita de novo…

– Ah, tia, fique tranquila. É só passar o endereço que o meu GPS acha!”

Consegui viajar com a família nesse fim de ano, algo que há um bom tempo eu não conseguia. Uma das primeiras aquisições para a viagem foi um suporte para celular como aqueles que todo motorista de aplicativos tem. Afinal, eu sou o motorista de aplicativos para a minha família, acionado por WhatsApp 😀

Apesar de ser um pouco nostálgico com algumas coisas, eu gosto muito de me deliciar com as comodidades da tecnologia. É muito bom poder andar em qualquer cidade sem conhecer as ruas e sem parar para pedir informações. É muito legal ter um cálculo automático do consumo de combustível para não ficar fazendo as contas. E é muito bom poder conversar por voz ou vídeo com qualquer um da família só para perguntar coisas como “está chovendo?” ou “a sua casa é a azul?” ou até “quer que leve pão?”.

Além disso, essa viagem me ajudou a ensinar alguns conceitos importantes para minhas crianças. Por exemplo, eles entenderam melhor por que a internet “wi-fi” não funciona fora de casa (a nossa, é claro). Ou o que é 4G, 3G, H, G, E e por que partes da estrada não tem sinal. Quando eu era pequeno, meus pais não me ensinaram isso (duh). Eles me ensinavam coisas um pouco mais inúteis, como tipos de vegetação que a gente vê na estrada, comportamento dos animais e como perceber marcações na estrada que os fiscais de trânsito usavam para calcular se alguém passou da velocidade máxima permitida, algo que foi substituído por radares e que o GPS dedo-duro já avisa.

Mas o que tiro de tudo isso? É comum entrar na discussão sobre benefícios e malefícios da tecnologia ou então aquela velha questão de que a tecnologia afasta as pessoas, mas essa viagem foi legal para ver como a tecnologia aproxima as pessoas.

“Toda essa tecnologia vai impedir que a gente fale uns com os outros”

Eu me lembro de viagens em família de antigamente onde tudo era planejado e combinado com mais antecedência, coisas como onde ficar, qual o trajeto, o que vamos comer. Lembro até mesmo de viagens que eu fiz de carro e imprimi diversas páginas de mapa do Google Maps (isso já era alta tecnologia comparado aos meus pais), antes de ter um GPS acessível. Mas hoje a gente consegue fazer esses planos de forma muito rápida. A comunicação, imediata. O trajeto, o mapa escolhe. A alimentação, se não tiver pede por app. Em pouquíssimo tempo acertamos a viagem e todos os seus detalhes.

Não é uma questão de ignorar a família e se conectar ao resto do mundo, como costumam alarmar, mas estamos conectados a todos os membros da família por aplicativos (e não só pelos grupos chatos de “bom dia”). Assim, fica simples de chamar a qualquer momento para falar: “tô indo aí, prepara o café!” Isso tudo, enquanto podemos continuar normalmente brigando no Twitter, botando banca da viagem no Instagram e fazendo posts de memes filosóficos no Facebook.

A tecnologia tem defeitos? Claro. Nos deixa preguiçosos? Muito! Mas a gente deve controlar a tecnologia e fazê-la funcionar para o bem, ao invés de deixar se levar só pelo lado obscuro da força, quer dizer, da tecnologia.

Inclusive, uns anos atrás eu fiz um vídeo (não leve ele a sério) falando umas bobeiras sobre as pessoas culpando a tecnologia por tudo. Olha ele aí:

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Seu computador tem um histórico de tudo o que você faz? http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/12/14/seu-computador-tem-um-historico-de-tudo-o-que-voce-faz/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/12/14/seu-computador-tem-um-historico-de-tudo-o-que-voce-faz/#respond Sat, 14 Dec 2019 07:00:59 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=135

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Cada vez mais as pessoas estão preocupadas com a privacidade e com o compartilhamento de informações privadas que não deveriam ser compartilhadas.

A preocupação aumenta, principalmente, por dois motivos:

1. As pessoas estão mais cientes da possibilidade porque mais tem se falado a respeito;

2. É cada vez mais fácil e mais possível que isso aconteça, porque a transmissão de informações evoluiu muito, assim como a capacidade de processamento e etc.

Sobre esse assunto dá para se discutir muito, mas não é bem o meu intuito hoje. Hoje eu quis trazer uma tirinha nova e inédita, falando sobre o histórico em hardware que o seu computador grava.

E aí, como estava o seu histórico em hardware? Tinha muita “informação”? Comente aí abaixo.

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Conheça 5 erros comuns ao tentar contratar bons programadores http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/12/07/conheca-5-erros-comuns-ao-tentar-contratar-bons-programadores/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/12/07/conheca-5-erros-comuns-ao-tentar-contratar-bons-programadores/#respond Sat, 07 Dec 2019 07:04:54 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=122

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Uma amiga que não é programadora (é uma pessoa, assim, mais normal) me perguntou uma vez sobre como alcançar programadores, como recrutar falando a mesma linguagem, porque ela sentia dificuldade em contratar programadores.

Realmente, quando vemos algumas vagas de empregos voltadas para programadores encontramos alguns bons equívocos, onde é fácil perceber que quem montou a descrição da vaga não entende o que é ou o que faz um programador, o que acaba criando perfis imaginários e até impossíveis de serem alcançados por alguns candidatos.

Pensando nisso, resolvi listar alguns erros comuns ao contratar programadores, que pode ser aplicado até a outras áreas. Segue abaixo:

1. Não abuse de termos da computação se você não entende o que é

É comum ver vagas de empregos abusando de “informatiquês” para parecer mais descolado e atrair programadores, mas o que você escreve pode se tornar também um tiro no pé se estiver errado. Quando a gente aprende programação, aprende a afinar o olho para encontrar erros (um ponto-e-vírgula, um sinal, etc.), por isso uma divulgação voltada para programadores que possui um erro assim vai ser rapidamente percebida e o efeito pode ser o contrário.

Não é exatamente a respeito de contratações, mas uma vez escrevi sobre erros que a equipe de marketing comete ao tentar entender a programação por trás do dia do programador. São peças que foram ao ar, foram divulgadas, mas com erros.

2. Programadores são geeks, mas não são crianças

Mais uma vez, na intenção de ser “descolado”, um recrutamento pode ser visto como algo tonto e que não oferece uma vaga séria para um programador, o que pode afastar programadores que estejam interessados em fincar o pé em uma boa oportunidade e que queiram uma boa expectativa de futuro. A tirinha abaixo ilustra essa ideia.

Vida de Programador

Claro que um pouco de humor sempre é bom (e eu gosto), mas tem algumas vagas de emprego que são difíceis de decifrar o que se espera de um programador ou com quais tecnologias ele vai trabalhar. Tenha um equilíbrio na divulgação para não ficar apenas no “oba oba”.

3. Programadores não precisam só de fliperama e café

De uns tempos pra cá se popularizou o “estilo Google” de empresas, onde há a ideia de incluir espaços de lazer, jogos, cafeterias e outras coisas assim. Isso é legal, é algo que pode ajudar bastante na saúde mental ao proporcionar uma “descompressão”, mas não é o mais importante para chamar a atenção de candidatos.

Ao analisar a vaga, é necessário um conjunto completo, é preciso um bom ambiente de trabalho e também uma remuneração de acordo, para que o programador possa realmente se sentir “descomprimido” naquele momento onde chegam os boletos. É preciso proporcionar conforto no trabalho, mas também proporcionar o conforto de saber que ele vai poder ir para a sua casa curtir a sua cama ao invés de ter que passar noites em horas extras que caem em buracos negros apelidados de bancos de horas.

Uma vez visitei uma empresa que se orgulhava de ter fliperama para os programadores brincarem. Eu disse: “Ah, que legal! Então eles podem dar uma pausa para desestressar quando o problema aperta?” A resposta me surpreendeu: “Sim, eles podem jogar no tempo de almoço se eles ficarem por aqui. Ah, e nós colocamos os próprios programadores para montar o fliperama fora do horário de trabalho”.

4. Programadores gostam de desafios, não de gincanas

Já vi muitos casos de bons programadores se sentirem desanimados e irem murchando em empresas onde não havia espaços para desafios ou para crescer na carreira. Estamos em uma área desafiadora de constante aprendizado. Programadores gostam de desafios. Mas isso, às vezes, é visto como “programadores gostam de joguinhos de lógica”. Tá bom, isso também é verdade. Mas é outra coisa que afasta alguns bons programadores na hora de contratar. Algumas empresas acabam errando a mão, exagerando em joguinhos e desafios que voltam àquela ideia de trazer mais programadores que tem mais tempo livre para resolver charadas do que programadores com experiência.

Nada contra criar desafios de programação ou de criar hackathons (quando são sérios), mas uma verdade do nosso mercado de trabalho é que há muito espaço para programadores, por isso muitos dos bons programadores já estão empregados (mesmo que estejam procurando outras oportunidades). Às vezes um bom profissional não se dedica aos seus inúmeros desafios pelo fato de não ter tanto tempo disponível para isso, o que não é um desinteresse direto pela sua empresa.

5. Nenhum programador sabe tudo sobre tudo

Uma das coisas mais comuns de encontrar em vagas de empregos para programadores é uma vaga onde parece que na área de conhecimentos e habilidades o recrutador apenas clicou em “Selecionar tudo”. O programador precisa saber ASP, Assembly, C/C++, C#, Delphi, Fortran, Java, JavaScript, Lisp, Pascal, PHP, Prolog, Python, etc. Nenhum programador sabe tudo sobre tudo.

Muitas vezes a gente se força a aprender um pouco sobre cada coisa, mas todo programador tem que se especializar em algo, em alguma área. Lembro de uma vez compartilharem no Twitter uma vaga que pedia um tempo de experiência em JavaScript que era maior do que o tempo de vida da linguagem.

Em uma empresa onde trabalhei, contrataram um rapaz que “sabia tudo sobre tudo” (tirinha abaixo). O resultado foi que em pouco tempo deu para perceber que ele sabia se vender e contar histórias, mas realmente não sabia a maioria dos assuntos.

Vida de Programador

Ou ainda tem a história sobre dois programadores conversando:

– Eu sei programar em 20 linguagens de programação diferentes!

– Nossa, como você faz para saber programar em tantas linguagens?

– É fácil: Eu não sei muito bem nenhuma delas.

Então, você nunca vai achar o ser completo que sabe todos aqueles itens que você pediu na vaga de emprego. Por que não colocar o que realmente importa para não espantar alguns programadores sinceros que não querem falar que sabem algo que realmente não sabem?

Para finalizar, seja sincero na descrição, tente colocar alguém que entende da área para filtrar as informações. Seja legal num nível que não chegue a ser o “tiozão do pavê” e não cobre tudo do seu candidato. Bons programadores tendem a ter a mente aberta a aprender, você identifica alguém com o perfil e investe para que ele aprenda a usar as tecnologias de sua empresa.

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Dá para fazer aquele megaprojeto? Cuidado com a resposta que você vai dar http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/11/30/da-para-fazer-aquele-megaprojeto-cuidado-com-a-resposta-que-voce-vai-dar/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/11/30/da-para-fazer-aquele-megaprojeto-cuidado-com-a-resposta-que-voce-vai-dar/#respond Sat, 30 Nov 2019 07:04:48 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=104 A área de T.I. nunca é monótona. São diversas novas tecnologias inventadas e diversos desafios, mas também são inúmeros e variados pedidos de desenvolvimento de sistemas estranhos e/ou astronômicos. Muitas vezes o pedido vem acompanhado de uma pergunta: “Dá pra fazer?” Bom, até dá, mas pode levar alguns anos e consumir alguns milhões de reais… 🙂

Essa história aconteceu comigo. Confesso que uma resposta direta teria sido mais eficiente do que uma resposta engraçada. Mas vale o que diz a camiseta: Rápido, bom e barato: Escolha dois.

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Trabalha com T.I.? Veja os motivos para não perder os eventos da área http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/11/23/trabalha-com-t-i-veja-os-motivos-para-nao-perder-os-eventos-da-area/ http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/2019/11/23/trabalha-com-t-i-veja-os-motivos-para-nao-perder-os-eventos-da-area/#respond Sat, 23 Nov 2019 07:03:30 +0000 http://andrenoel.blogosfera.uol.com.br/?p=95

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A área de T.I. tem vários eventos, muitas vezes categorizados por nichos específicos, outras vezes mais amplos e gerais. E uma pergunta que fica para muita gente é: vale realmente a pena investir tempo e dinheiro para participar de eventos?

Eu comecei com a carreira de programação, oficialmente, ainda na faculdade, em 2004. Desde o começo gostava de participar de eventos e sempre dava um jeito de ir a um ou outro. Já fui em vários eventos através de caravanas organizadas para ficar mais barato e acessível de participar. Também sempre fui envolvido com comunidades de software livre e comecei a palestrar sobre temas técnicos de tecnologia. A partir de 2011, quando comecei com o Vida de Programador, comecei a ser convidado para palestrar em eventos, o que fez aumentar bastante a minha participação em eventos e me possibilitou conhecer diversas cidades pelo país.

Sendo assim, eu cresci muito dentro de eventos, então você já deve imaginar qual é a minha visão a respeito. Sim, eu valorizo muito os eventos de T.I. e as possibilidades que eles abrem para você como pessoa e profissional. Mas vou tentar ser um pouco mais específico, separando em tópicos.

Conhecimento

Podemos começar traçando vantagens em relação ao conhecimento que você adquire em eventos. Sejam eventos de palestras ou workshops, você sempre aprende mais do que trabalhando todos os dias com as mesmas coisas e com a mesma equipe. É claro que em nossa área temos que aprender todos os dias e que a internet é uma fonte infinita de informação, mas em eventos temos a possibilidade de ver e ouvir soluções por um ponto de vista que não teríamos imaginado ou ainda descobrir áreas em que as pessoas estão trabalhando e que desconhecemos.

Por causa do trabalho que tenho feito no Vida de Programador, passei a ter contato com diversos profissionais que trabalham com tecnologias que eu não faço ideia de como utilizar, mas ao ouvi-los em eventos, já começo a ter a noção de onde começar. Há um tempo atrás eu tive a oportunidade de apresentar os palestrantes de uma trilha de programação onde eu não sabia fazer boa parte do que eles faziam, então foi um ótimo aprendizado sobre o que está sendo utilizado no mercado e que eu nunca precisei, mas que posso vir a precisar e já sei onde encontrar.

Networking

Essa é uma grande palavra-chave em eventos: networking. Às vezes até meio batida, mas muito real. A possibilidade de conhecer pessoas e empresas, a possibilidade de se relacionar e também se fazer conhecido é muito importante em eventos. Muitos bons negócios saem daí, também possibilidades de empregos e ainda oportunidades que às vezes se constroem anos depois. Existem vários eventos onde a oportunidade de networking é tão boa que você acaba nem conseguindo assistir as palestras, mas o evento já vale muito a pena.

Além disso, a possibilidade de se fazer conhecido não é apenas em conversas em lounges e corredores, mas muitos eventos abrem espaço para que você palestre sobre o que você sabe. Pode acreditar, o que você sabe pode ser exatamente o que alguém está precisando, então considere a possibilidade de compartilhar o seu conhecimento. E é muito verdade aquela frase que diz que você aprende muito mais quando você compartilha o seu conhecimento.

Para não ficar muito só pensando em carreiras e business, também é impossível contar a quantidade de bons amigos que fiz em eventos e são amigos que eu posso contar em diversas situações. A rede de contatos ficou tão boa que tenho amigos espalhados por aí, mundo afora, e amigos que entendem de diversas tecnologias. Várias vezes eu precisei de algum conhecimento em alguma tecnologia específica e consegui correr para um desses amigos que mesmo de longe conseguiu me ajudar a resolver ou a indicar o caminho. Além das vezes que precisei de um lugar para ficar em uma cidade ou quando precisei de um apoio logístico.

Recarga

Ainda há vários momentos em que precisamos de uma recarga de ânimo ou de um momento para espairecer e repensar no que estamos fazendo. Os eventos são bons lugares para isso. Você vai estar junto a pessoas que estão focadas num mesmo assunto, vai sair um pouco de sua rotina de trabalho e vai conseguir se reavaliar para tomar uma decisão ou para entender se está indo por um bom caminho.

Eu costumo dizer que meu ano começa bem depois de ir a um evento assim. Nesses eventos a gente vê coisas novas, revê amigos e ganha um ânimo novo para seguir adiante.

Depois de uma sequência pesada de trabalho e muito pouco tempo para tudo, semana que vem terei a oportunidade de ir a dois eventos que eu amo de coração: a Latinoware e o The Developer’s Conference (TDC), que foi até o que me animou a escrever. Sei que vou rever bons amigos e vou aproveitar esses benefícios que os eventos trazem. Espero também encontrar vários de vocês que me acompanham, vai seu muito bom.

Essa é uma visão geral, quem sabe logo eu não explore mais a realidade dos eventos por aqui. 🙂

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